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Protestos no Chile causam cancelamentos de voos em Santiago

Os protestos registrados nesse  fim de semana no Chile e o toque de recolher imposto pelas autoridades fizeram com que o Aeroporto de Santiago suspendesse suas operações.

Como resultado, a Latam Airlines, cancelou seus voos com destinos ou saídas de Santiago, entre às 19h de domingo e às 10h desta segunda-feira. Só nesta segunda-feira (21) já são mais de 100 partidas canceladas. De acordo com a Latam, os passageiros afetados pela suspensão dos voos terão até 20 dias para remarcar voos com saída ou destino ao Chile.

Além do mais, aplica-se uma segunda alteração ou reembolso involuntário para aqueles que já reemitiram anteriormente voos afetados ou não afetados entre o 18 de outubro e 22 de outubro.

A Sky Airline, companhia aérea chilena, também suspendeu as suas operações e cancelou 110 voos. Além disso, também está permitindo as alterações de voos e reembolsos de forma gratuita aos passageiros.

Vale destacar que os agentes de viagens com passageiros afetados devem entrar em contato com os canais de informações das respectivas companhias aéreas. Assim poderão realizar reservas na classe original do bilhete e, caso não esteja disponível, deve reservar na classe mais baixa disponível da mesma cabines.

Além disso, é necessário completar a reemissão involuntária do bilhete mantendo a construção tarifária original. Ou seja, não se deve contatar a equipe de Suporte de Agências para forçar a classe original.

O Equador viveu uma situação similar nos últimos dias. A população reprovou o anúncio do aumento da gasolina e foi às ruas da capital Quito para protestar contra a decisão.

Entenda a onda de protestos no Chile

Após o governo anunciar o aumento o valor da passagem de metrô de Santiago em 30 pesos (20 centavos em valor real), a população foi às ruas em manifestações contra a ação das autoridades.

No sábado, o clima de tensão aumentou entre os manifestantes e a polícia. O governo anunciou "estado de emergência" nas Províncias de Santiago e Chacabuco, além de San Bernardo e Puente Alto. A intenção era "normalizar a ordem pública e proteger a população".

Com isso, o metrô e o Aeroporto de Santiago suspendeu as suas operações, o que gerou cancelamento de voos de diversas companhias aéreas.

Em coletiva realizada no domingo, o Ministro del Interior, Andrés Chadwick confirmou a morte de sete pessoas, além da prisão de 1.500 manifestantes.

"Hoje tivemos mais de 70 atos de grave violência, entre eles, mais de 40 saques, e não me refiro apenas aos supermercados, mas em toda a população e infelizmente tivemos sete mortes nesse final de semana, uma ação violenta que merece toda a atenção do governo", disse Chadwick em um pronunciamento.

Atenção redobrada

Embora na manhã de hoje o metrô e o Aeroporto tenham voltado a funcionar. Os agentes de viagem, com clientes em Santiago ou em outras regiões afetadas pelas manifestações e atos violentos, devem orientar os seus viajantes brasileiros a procurarem a Embaixada brasileira, com sede em Santiago em caso de emergência

 

 

 

 

 

 

 

Agente de Valor
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