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Viagens corporativas

Por que investir em viagens de incentivo é necessário mesmo na crise

As viagens de incentivo na crise são uma boa alternativa em meio ao pessimismo, sugerem os convidados (Duy Pham/Unsplash)

Em tempos de dólar a R$ 4,30 é necessário investir em viagens de incentivo na crise? A resposta e é sim. Pelo menos é o que dizem os executivos que participaram de um evento promovido pela Air Europa na cidade de São Paulo.

Assim como no lazer, esse segmento da indústria se adapta de acordo com a realidade do Brasil. Para Grace Kelly Cauzo, gerente geral viagens de incentivo e eventos da Queensberry, o orçamento das empresas permanece o mesmo, desafiando a operadora de luxo a oferecer a melhor experiência com o dinheiro contado.

Essa adequação passa, sobretudo, pela escolha de destino. A América do Sul voltou a ganhar destaque, em especial o Chile, pela proximidade geográfica com o Brasil e suas paisagens que vão além da capital Santiago. “Hoje, as viagens têm mais conteúdo. Não é só uma premiação, não é um ‘oba-oba’”, resume.

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Na liderança no departamento de marketing da Panasonic, Fábio Ribeiro segue a mesma linha de capacitação. Ainda que sinta que as verbas para viagens de incentivo estejam menores em 2019, ele acredita, na relevância de manter essa premiação na empresa. A realização delas, segundo o gerente geral, aproxima as pessoas e as tornam mais apaixonadas pelo trabalho.

A agência parceira de décadas da Panasonic é a Discover Eventos. “Nós não pensamos apenas em um destino. Tem de ter conteúdo aliado com a experiência. Não queremos apenas uma viagem que vai e volta. E não falo apenas de experiência no trabalho, como também na vida. Tem de ter o valor adicional”, justifica.

Reis na crise de viagens de incentivo

Certamente, o recebimento de um convite pode gerar uma série de expectativas ao funcionário de qualquer empresa. Para Grace Kelly, os clientes esperam ser tratados como reis, algo esperado na Queensberry, que tem clientes como TV Globo e Banco Toyota.

Como diferenciais, a operadora de luxo oferece passeios de balão, jantares na savana, experiências no deserto, entre outros. “Eles batalharam muito para estar onde estão e querem que seja a melhor viagem da sua vida. Viagens de incentivo têm um recall de oito a 12 anos, é diferente quando se paga em dinheiro. Temos que mimar eles, mas sem exageros.”

Para que o trabalho seja bem executado é preciso ter antecedência. A executiva da Queensberry consegue formatar o produto com duas semanas no mínimo, por se tratar de uma viagem complexa e que envolve muitas pessoas. Fora isso, um tempo reduzido pode trazer dores de cabeça e um eventual erro pode ser visto antes mesmo do embarque.

Se em setembro a subida do dólar é crescente, as empresas repensam estratégias e realizam viagens no próprio Brasil? São poucas que fazem. A própria Panasonic evou no último ano seus funcionários para Manaus. “O principal para nós é o resultado, o engajamento”, afirma Ribeiro.

Entretanto, os clientes de alto padrão da Queensberry optam por fazer viagens de incentivo em destinos exóticos, como Chapada dos Guimarães (MT), isso quando olham para o Brasil em tempos de crise.

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