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Setor de eventos e viagens corporativas movimenta o turismo e demanda customização de serviços

Setor de eventos e viagens corporativas movimenta o turismo e demanda customização de serviços

O turismo é um setor importante para o desenvolvimento econômico global. Responsável pela movimentação de 1,4 bilhão de pessoas em 2018, é considerado pela Organização Mundial do Turismo (OMT) uma das chaves para o desenvolvimento sustentável. 

Na esteira deste desenvolvimento, o segmento de eventos e viagens corporativas representou no Brasil, em 2017, entre 60% e 70% das viagens internas, de acordo com a Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV). Eduardo Murad, Diretor-Executivo da ALAGEV, apresenta os desafios de 2019. 

- Como os eventos do ano passado (greve, eleições, copa do mundo etc) impactaram positiva e negativamente o setor?

No que diz respeito às viagens corporativas, a greve dos caminhoneiros refletiu em sua diminuição – a falta de combustível impactou não só pelos cancelamentos de voos, mas também pelos desafios do deslocamento de carro e ônibus, especialmente para cidades do interior. 

A incerteza da eleição causou mudança no comportamento da viagem, especialmente com a diminuição da antecedência de compra. Já a Copa teve menos impacto. Obviamente, nos dias de jogo, o corporativo deu uma desaquecida, mas as viagens não deixaram de acontecer.

Falando de eventos, a greve impactou nos cancelamentos e na logística de montagem, desmontagem e abastecimento dos hotéis e centros de eventos, o que foi muito negativo. A eleição mudou um pouco o pick-up de eventos. Já a copa foi positiva porque gerou-se muito negócio, com incoming e viagem de incentivo, além de ativação por conta dos jogos. 

- Quais são as expectativas e as maiores desafios para 2019 no setor?

A expectativa é positiva para este ano. De modo geral, o que entendemos como pontos de atenção em viagens corporativas é a vinda das companhias aéreas low coast, e como isso vai entrar no mercado corporativo e encaixar dentro das políticas. 

A distribuição dos hotéis continua sendo uma discussão acalorada: o ano passado foi mais de conhecimento e agora é mais claro na cabeça do corporativo o que é uma distribuição e quem são os players de uma distribuição de hotel. Então, o desafio agora é adaptar isso a sua realidade dentro do programa de viagens. 

Em eventos, a tendência é a realização de eventos com propósito, com tecnologia imersiva, com networking de qualidade e que pensam no impacto ambiental e social.  Temos falado muito de personalização tanto para o viajante corporativo como para o participante do evento, entendendo a jornada de cada um e oferecendo soluções e ferramentas para facilitar a vida do viajante corporativo e do participante do evento.

A viagem corporativa é o meio e não o fim. E o evento é o objetivo. Então, tudo precisa ser muito bem pensado na experiência e jornada do viajante. 

- Como os fornecedores devem trabalhar para obter maiores resultados em 2019?

O fornecedor deve pensar na jornada do viajante – começo, meio e fim – e trazer soluções cada vez mais customizadas. Não é fácil, mas para gerar mais negócios e entender cada vez mais o viajante ou participante do evento, tem que investir muito em personalização e customização. Para nós, esta é a saída, dentro de muita transparência e muita ética, sem se esquecer do Duty of Care.

-  Qual será o foco de ação dos gestores em 2019? 

Sem dúvida alguma, é ser mais estratégico e menos operacional. Estar sempre antenado no que acontece. É necessário sair da cadeira dele porque hoje se aprende muito mais com compartilhamento do que buscando uma fonte única de verdade. 

Mapa do Turismo é uma coluna mensal, de responsabilidade da MAPA Comunicação Integrada. Sugestões de pautas e fontes devem ser enviadas para lara@mapacomunicacao.com.br.
Jornalista Responsável: Maria Priscila Alves Nabozni, MTb: 4926 DRT/PR

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