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Presidente da FOHB lamenta a falta de decisões de ordem prática

Presidente da FOHB lamenta a falta de decisões de ordem prática

Nosso convidado de hoje é Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil).

Orlando inicia a sua entrevista abordando o papel exercido hoje pelo Conselho Nacional de Turismo (CNT), que não vendo contribuindo para o “destravamento” das atividades do turismo brasileiro. 

“Ao longo do período no qual tenho participado, o CNT, como um conselho consultivo e não deliberativo, tem se mostrado muito mais um “fórum de debates “ do que propriamente um condutor efetivo de ações que pudessem promover uma modernização nas ações em prol do desenvolvimento do turismo nacional”.

Para o representante da FOHB, faltam decisões de ordem prática no desenvolvimento das reuniões.

“Os interesses representados no âmbito do conselho são de tal sorte difusos, em virtude de enorme multiplicidade de entidades ali representadas que fica operacionalmente impossível que se obtenha decisões de ordem prática e efetivas com impactos no setor do turismo em geral”.

Advertência da hotelaria

Orlando Souza faz inclusive uma advertência quanto aos rumos do CNT. 

“A continuar nesse caminho o CNT é, e continuará sendo, apenas um referendador das ações do executivo. Nós, da hotelaria, praticamente não tivemos nenhuma de nossas solicitações encampadas pelo executivo, não obstante, por reiteradas vezes, tivéssemos formalizado, nas reuniões do CNT, de forma técnica e com dados de estudos, as principais preocupações do setor hoteleiro nacional”, advertiu.

Atualização da Lei Geral do Turismo

O executivo revela preocupação e pontua sobre a necessidade da atualização da LGT - Lei Geral do Turismo.

“Um caso concreto é com relação à, mais do que necessária, atualização da LGT – Lei Geral do Turismo, em especial ao capítulo que mais importa à hotelaria, que é o que trata dos meios de hospedagens. Estudamos quais os aspectos que têm que ser contemplados nessa atualização, uma vez que a modernização do parque instalado e também a evolução do setor obrigam a uma adaptação de uma lei que foi produzida a quase 15 anos”, explicou.

Orlando de Souza destacou itens técnicos já solicitados e colocados nas pautas de debates, mas que até hoje não redundaram em decisões objetivas nas reuniões do CNT.

Faltam decisões objetivas

“De 8 itens, de caráter eminentemente técnicos que solicitamos, praticamente nada está contemplado no relatório hoje na Câmara e já pautado para votação.
O governo atual tem, por várias vezes, colocado como uma de suas intenções “desamarrar o Brasil” dos entraves burocráticos/legais, e daqueles aspectos que põem em xeque a competitividade dos vários setores da economia.
Pois, então, esta seria nossa sugestão – QUE O CNT SEJA A FERRAMENTA QUE CONSIGA PROMOVER O DESTRAVAMENTO DAS VÁRIAS ATIVIDADES QUE COMPÕEM O TURISMO NACIONAL”, acentuou de forma tácita.

E ao encerrar, deixou a sua sugestão clara sobre o que gostaria de mudanças efetivas na missão do Conselho nacional de Turismo. 

“O CNT deve ser o organismo através do qual o turismo possa ser levado em consideração pelos vários organismos governamentais que, de uma forma ou de outra, interferem no setor”, concluiu Orlando de Souza.

Agente de Valor
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