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Jalapão sem perrengue!

Jalapão sem perrengue!
Juliane Lorena Bail Denck
fev. 5 - 5 min de leitura
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O Jalapão é um daqueles lugares que você precisa ir, pelo menos uma vez na vida! A combinação de paisagens e experiências faz com que essa seja uma viagem inesquecível! Mas, é claro, nem tudo são flores! As longas distâncias percorridas durante o trajeto no Parque Estadual do Jalapão desanimam muitos pretendentes a visitar este destino. Por isso, é importante escolher com sabedoria a empresa de receptivo que irá te conduzir nesse destino. Minha escolha foi a Jalapão 100 Limites e posso dizer que a estrutura deles é impecável para curtir o Jalapão sem perrengues. O roteiro começa com a chegada em Palmas, para descansar e seguir viagem no dia seguinte. Mas, como descanso é para os fracos, acabei contratando um city tour para conhecer melhor a capital do Tocantins. Palmas me surpreendeu, a cidade tem uma rica história (apesar do estado ser tão recente), lindos parques e praias de águas doces banhadas pelo Rio Tocantins. Valeu a visita! No segundo dia a aventura já começa. Antes de partir para o Jalapão é feita uma parada técnica na base da Jalapão 100 Limites. Lá temos uma explicação sobre o roteiro, são passadas algumas regrinhas para que a viagem ocorra tranquila e também é feita a troca da mala se necessário. Isso porque, malas rígidas ou de rodinhas não são permitidas durante a expedição, mas para quem não tiver outro modelo, eles emprestam para trocar. Não esqueçam de tirar foto com a Monstrinha, a caminhonete estilizada mais famosa da 100 Limites!

Agora sim, rumo ao Jalapão! A nossa primeira parada foi na Pedra Furada, as formações de arenitos formam uma paisagem linda! Depois seguimos para o almoço, todas as refeições no Jalapão estão inclusas no roteiro, a comida é sempre fresquinha, tudo muito simples e caseiro, mas muito gostoso. A 100 Limites também leva o carro abastecido com água, frutas e biscoitos para fazer lanchinhos entre as refeições. Na parte da tarde a visita foi na Lagoa do Japonês, e é muito difícil descrever a beleza desse lugar, mas eu vou tentar. As águas começam em um tom esverdeado, que chega a ficar dourado quando bate o sol. Conforme você vai adentrando na lagoa os tons vão mudando de cor e ficando azulados. Até que o espetáculo final acontece quando chega nas cavernas. É uma água cristalina e turquesa ao mesmo tempo, emoldurada pelas rochas, que forma uma paisagem de tirar o fôlego. Ainda bem que o nosso guia Ricardo chegou cedo e tivemos duas horas e meia para curtir esse paraíso.

Com as energias recarregadas fomos para a pousada em Ponte Alta do Tocantins. Vale comentar sobre as hospedagens, pois apesar de simples, todas muito limpas, muito confortáveis e atendimento sempre cordial. No segundo dia de expedição a visita começou pelo Cânion Sussuapara, outra paisagem bem diferente, com seus paredões de rochas, fendas, cachoeira e a vegetação que desce do alto, fazendo com que as rochas ganhem cor.

Depois seguimos para a Prainha do Rio Novo, onde pudemos banhar nas águas frescas e cristalinas do rio. Esse dia termina com um dos pores do sol mais lindos que já vi, nas Dunas do Jalapão.

O terceiro dia é o ponto alto da expedição, pois é nesse dia que conhecemos os fervedouros!

Com certeza uma das experiências mais diferentes que eu já vivi. Os fervedouros são piscinas naturais de águas cristalinas e o fundo é de areia bem fininha. Nesses fervedouros acontece um fenômeno chamado de ressurgência e devido a ele, você não consegue afundar. A força da água te joga para cima. A sensação é muito diferente, parece que você está pisando em uma nuvem! São vários fervedouros e cada um tem sua característica, alguns menores, outros maiores, alguns mais tranquilos, outros mais fortes. Vá em todos, porque é bom demais! Outro atrativo que eu não posso deixar de comentar é a Cachoeira do Formiga. Gente, que lugar bonito! A cor da água é surreal!

O último dia de expedição tem mais fervedouro, dessa vez o Bela Vista, que é o maior já descoberto na região. Depois do almoço é hora de voltar para Palmas! E assim me despeço do Jalapão, encantada, surpreendida e com vontade de voltar mil vezes!



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